Empréstimo Pessoal Online

Entenda custos, compare modalidades e contrate crédito com segurança.

Empréstimo pessoal ou parcelar no cartão de crédito: qual sai mais barato

Rotativo, parcelamento da fatura ou empréstimo pessoal: veja como cada opção funciona, uma comparação numérica com taxas ilustrativas e os critérios para saber se trocar a dívida do cartão por um empréstimo resolve ou só adia o problema.

Na comparação entre empréstimo ou cartão de crédito para cobrir uma fatura que não cabe no orçamento, o rotativo costuma ser a opção mais cara, o parcelamento da fatura fica no meio do caminho e um empréstimo pessoal com CET menor pode sair mais barato. Mas isso só vale se a taxa do empréstimo for de fato inferior e se o cartão parar de gerar dívida nova. A resposta certa depende de comparar o Custo Efetivo Total (CET) de cada alternativa e de olhar para o hábito de consumo, não só para os números.

Como funciona cada opção quando a fatura não fecha

Crédito rotativo

Ao pagar qualquer valor entre o mínimo e o total da fatura, o saldo restante entra no rotativo, com juros e encargos elevados. Duas regras oficiais limitam essa modalidade:

  • pela Resolução CMN 4.549/2017, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte; depois disso, a instituição pode oferecer um parcelamento em condições mais vantajosas que as do rotativo;
  • desde janeiro de 2024, com a regulamentação da Lei 14.690/2023 pelo Conselho Monetário Nacional, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida. Em outras palavras, uma dívida de R$ 1.000 não pode passar de R$ 2.000 somando esses encargos. O IOF fica fora desse limite.

O teto evita que a dívida cresça indefinidamente, mas não torna o rotativo barato. Dobrar o valor devido continua sendo um custo enorme.

Parcelamento da fatura

É a proposta que o próprio emissor do cartão faz para dividir o saldo em parcelas fixas. Normalmente tem juros menores que o rotativo, mas ainda costuma ficar acima de muitas linhas de empréstimo pessoal. A instituição deve informar o CET antes da contratação.

Empréstimo pessoal para quitar o cartão

Você contrata um empréstimo, quita a fatura de uma vez e passa a pagar parcelas do empréstimo. Faz sentido quando o CET é menor que o do parcelamento oferecido pelo cartão. Modalidades com desconto em folha ou com garantia tendem a ter custo menor, mas exigem requisitos específicos e trazem riscos próprios, como o comprometimento do salário ou de um bem.

Empréstimo ou cartão de crédito: comparação com números

O exemplo abaixo usa taxas hipotéticas, apenas para ilustrar o raciocínio. Elas não representam a média do mercado nem a oferta de nenhuma instituição. Dívida de R$ 2.000, paga em 12 parcelas fixas, sem incluir IOF:

Opção Taxa mensal ilustrativa Parcela aproximada Total pago aproximado
Parcelamento da fatura 9% ao mês R$ 279,30 R$ 3.351,60
Empréstimo pessoal 5% ao mês R$ 225,65 R$ 2.707,80

Nesse cenário, a troca economizaria cerca de R$ 640 ao longo de um ano. Se a diferença entre as taxas fosse pequena, a economia poderia desaparecer com IOF, tarifas e seguros embutidos no empréstimo. Por isso a comparação deve ser feita sempre pelo CET, e não pela taxa de juros isolada. O guia o que é CET explica como ler esse número.

Para testar valores reais das propostas que você recebeu, use o simulador de empréstimo com o CET mensal informado por cada instituição.

O que observar na fatura antes de decidir

A própria fatura traz informações que ajudam na comparação. Procure:

  • o valor total e o pagamento mínimo, para entender quanto entraria no rotativo;
  • o CET do rotativo e o CET do parcelamento para o próximo período, que os emissores costumam informar no documento;
  • as opções de parcelamento oferecidas, com número de parcelas e valor de cada uma;
  • compras parceladas que ainda vão vencer, porque elas continuam ocupando o orçamento dos próximos meses mesmo depois de quitar a fatura atual.

Com esses dados em mãos, fica fácil pedir propostas de empréstimo com o mesmo valor e prazo e colocar tudo lado a lado.

Quando trocar a dívida do cartão por um empréstimo vale a pena

A troca tende a compensar quando todas estas condições estão presentes:

  • o CET do empréstimo é claramente menor que o do parcelamento da fatura;
  • a parcela do empréstimo cabe no orçamento com folga, sem depender de renda incerta;
  • você para de usar o cartão para gastos que não consegue pagar integralmente na fatura seguinte;
  • o prazo do empréstimo não é tão longo a ponto de anular a economia com juros acumulados.

Vale também verificar outras saídas antes de contratar: negociar diretamente com o emissor do cartão, usar a portabilidade de crédito se já houver um empréstimo ativo com taxa alta, ou buscar programas oficiais de renegociação quando estiverem vigentes. O guia como renegociar dívidas detalha esse caminho.

Quando a troca só adia o problema

O risco mais comum é o efeito sanfona: o limite do cartão é liberado após a quitação, os gastos continuam no mesmo ritmo e, alguns meses depois, a pessoa tem a fatura cheia de novo e um empréstimo para pagar. A dívida dobra em vez de diminuir.

Sinais de que o empréstimo não vai resolver:

  • a fatura estoura todos os meses por gastos recorrentes, como mercado e contas da casa;
  • não há um plano para reduzir o limite ou guardar o cartão até a dívida terminar;
  • o empréstimo oferecido tem CET igual ou maior que o do parcelamento;
  • a parcela compromete uma fatia grande da renda; o guia quanto posso pegar de empréstimo mostra uma referência prudente.

Nesses casos, o problema é de orçamento, não de taxa. Ajustar gastos e renegociar costuma ser mais eficaz do que trocar uma dívida por outra.

Cuidados antes de contratar

  • Desconfie de ofertas que chegam junto com a fatura atrasada. Golpistas usam a urgência para oferecer "quitação com desconto" mediante depósito. Instituição séria não cobra nada antes de liberar o dinheiro.
  • Confira se a empresa é autorizada pelo Banco Central ou correspondente de uma instituição autorizada.
  • Peça o CET por escrito em todas as propostas, inclusive no parcelamento do cartão.
  • Quite a fatura direto no emissor, com o boleto oficial ou pelo aplicativo do banco, assim que o dinheiro do empréstimo cair.

Nenhuma dessas alternativas tem aprovação garantida, e a decisão de conceder crédito é sempre da instituição. Comparar com calma é o que evita trocar uma dívida cara por outra igualmente cara.

Perguntas frequentes

Existe limite para os juros do rotativo do cartão?

Sim. Desde janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida. O IOF não entra nesse limite.

Quanto tempo a dívida pode ficar no rotativo?

Pela Resolução CMN 4.549/2017, o saldo só pode ser financiado no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois, a instituição pode oferecer parcelamento em condições mais vantajosas.

Pegar empréstimo para pagar o cartão sempre compensa?

Não. Só compensa se o CET do empréstimo for claramente menor que o do parcelamento da fatura e se você parar de acumular dívida nova no cartão.

Como comparar o parcelamento da fatura com um empréstimo?

Peça o CET mensal e anual de cada proposta, com o mesmo valor e prazo, e compare também o total a pagar. A taxa de juros isolada não mostra o custo completo.

Leia também